O trabalho na indústria frigorífica é acompanhado de uma série de riscos, principalmente quanto à higiene e segurança. Quando não adotam cuidados redobrados, eles podem ocasionar contaminações e afetar a segurança dos trabalhadores.
Dessa forma, é de responsabilidade de todos de dentro da indústria frigorífica adotar práticas baseadas em rigorosas normas de higiene e segurança que protejam os trabalhadores e os produtos.
Neste blogpost, você irá conhecer os principais riscos associados à indústria de abates e quais são as melhores práticas de higiene e segurança que garantem o bom funcionamento deste segmento.

Principais riscos relacionados à indústria de abate
Toda indústria está sujeita a riscos, os quais são inerentes à maioria das atividades industriais. Porém, na área de frigoríficos (destinado ao abate e desossa), os riscos presentes são um pouco mais específicos e precisam ser entedidos claramente pelos gestores e pessoas que atuam na área.
Frio constante
O ambiente destinado a realização dessas atividades possui uma temperatura muito baixa, e principalmente para manter esses alimentos preservados, por isso, pode gerar desconforto ao trabalhador, já que ele fica sujeito a sofrer doenças ocupacionais.
Realização de movimentos repetitivos
Na rotina industrial, os trabalhadores realizam muitos movimentos repetidas vezes para cumprir suas funções. Isso ocasiona, muitas vezes, casos de LER (Lesões por esforços repetitivos) e DORT (Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho).
Acidentes físicos
O uso constante de equipamentos perigosos, como facas e serras, podem ocasionar acidentes físicos de aos trabalhadores da indústria alimentícia gerando problemas de higiene e segurança.
Dificuldades psicológicas
A pressão exigida pela intensa rotina dos colabores pode influenciar a geração de dificuldades psicológicas dos colaboradores, interferindo na sua rotina principalmente no que tange a produtividade.
Contaminação cruzada
Entre os principais riscos relacionados a indústria do abate, um dos mais críticos é a contaminação cruzada. Ela pode acontecer por à manipulação e armazenamento inadequado de produtos. Assim, para reduzir a ocorrência desses riscos, há alguns padrões que devem ser seguidos pela indústria frigorífica, como é o caso dos apresentados na NR-36.
NR-36 – A norma que regula a operação dos frigoríficos
A norma reguladora mais recente para a operação de um frigorífico é a NR-36. Ela é focada nas questões de segurança e saúde no trabalho das empresas responsáveis pelo abate e processamento de carnes e derivados.
O objetivo desta NR é garantir segurança, saúde e qualidade de vida no trabalho. Para isso, ela estabelece requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos relacionados às atividades realizadas a esse tipo de indústria.
Assim, a NR-36 regulamenta vários aspectos de importância, tais como:
- Mobiliário e postos de trabalho;
- Estrados, passarelas e plataformas;
- Correto manuseio de produtos;
- Levantamento e transporte de produtos e cargas;
- Recepção e descarga de animais;
- Máquinas, equipamentos e ferramentas;
- Condições ambientais de trabalho;
- Gerenciamento dos riscos;
- Programas de prevenção dos riscos ambientais e de controle médico de saúde ocupacional;
- Organização temporal do trabalho e de todas as atividades.

Principais medidas de higiene e segurança na indústria de abate
Para evitar a ocorrência de determinados riscos e garantir a higiene e segurança na indústria do abate existem alguns comportamentos e atitudes que podem ser transformadores na manutenção de um ambiente de trabalho produtivo.
Uso de EPIs
Os EPIs garantem a integridade física de cada trabalhador. Englobam luvas (anticorte, para câmara-fria), botas, vestimentas térmicas específicas, capuz e aventais. Para atividades expostas ao frio, devem ser fornecidas meias limpas e higienizadas diariamente.
EPIs específicos para cada função
É ideal contar com luvas e aventais específicos para as diferentes atividades e funcionalidades, a fim de garantir higiene e segurança nos ambientes de abate.
Equipamentos de proteção coletiva (EPCs)
Os EPCs visam proteger a integridade física e saúde de todos os trabalhadores. Entre os mais importantes estão a sinalização de segurança, proteção de serras e equipamentos.
Limpeza e desinfecção
A limpeza remove resíduos e sujidades diversas. A desinfecção reduz microrganismos através de produtos químicos ou métodos físicos, evitando contaminação dos alimentos. Dependendo do caso, pode envolver até esterilização.
Importância dos utensílios de higiene
O uso correto de produtos e utensílios de higiene evita contaminação cruzada por elementos externos ou corpos estranhos, garantindo a segurança do trabalhador e da operação.
Nesse setor, a higiene pode compreender uma simples lavagem, exigir uma desinfecção mais detalhada, ou situações mais críticas, envolvendo até a esterilização.
O importante, para estes casos, é contar com os melhores produtos e utensílios de higiene, que vão evitar a contaminação cruzada, por elementos externos ou mesmo por corpos estranhos.
Dessa forma, o pleno atendimento das regras de higiene e segurança, além de obrigatórias e passíveis de multas, processos e autuações por descumprimento, são a melhor forma de proteger o trabalhador e toda a operação de abate.

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Perguntas Frequentes
Quais são os EPIs indispensáveis para frigoríficos?
Luvas, botas, vestimentas térmicas, aventais e capuz, além de luvas de malha de aço para faqueiros.
Como evitar contaminação cruzada em abates?
Manter utensílios higienizados, seguir etapas de limpeza e desinfecção corretamente e usar EPIs adequados.
O que diz a NR-36 sobre higiene e segurança?
A NR-36 estabelece diretrizes sobre condições de trabalho, EPIs, EPCs, transporte e armazenamento de produtos.
Com que frequência devem ser higienizados os equipamentos?
Sempre que houver mudança de turno, troca de produto ou rotina crítica, seguindo protocolos internos.
Existem riscos psicológicos na rotina do frigorífico?
Sim, como por exemplo: pressão por produtividade, ritmo intenso e exposição a ambientes frios.