Higiene ocupacional: o que é e qual a importância?

Higiene ocupacional

Em qualquer empresa, cuidar da saúde de todos os colaboradores é uma necessidade indiscutível. Para isso, existem medidas relacionadas à higiene ocupacional.

Também citado como higiene industrial ou higiene do trabalho, a higiene ocupacional é um termo que faz referência à adoção de práticas para evitar acidentes e doenças no ambiente de trabalho.

Seu papel inclui antecipar, reconhecer, avaliar e controlar riscos que ocorrem na indústria, essencialmente químicos, físicos e biológicos, sempre com foco na proteção da saúde do trabalhador.

 

O que é higiene ocupacional?

O que é higiene ocupacional?

A higiene ocupacional é uma ciência com o objetivo de reconhecer, dentro de determinado ambiente de trabalho, quais são os agentes de risco relacionados ao colaborador no local. 

Além disso, é a área responsável por avaliar o nível dos riscos, bem como estipular ações e medidas para controlar, amenizar e, sempre que possível, neutralizar os agentes de risco.

Dessa forma, a higiene ocupacional possui fundamental importância para o ambiente industrial e contribui significativamente com a qualidade de vida dos colaboradores. 

Também é uma excelente oportunidade de prevenção de possíveis doenças ocupacionais, garantindo a proteção do profissional.

 

Importância da higiene ocupacional

Especialistas costumam ressaltar que a higiene ocupacional e a segurança do trabalho andam lado a lado.

Por definição, a segurança do trabalho busca evitar acidentes. A higiene ocupacional, por sua vez, tem como foco o combate aos patógenos no ambiente laboral.

Dessa forma, a higiene ocupacional oferece soluções capazes de reduzir ou até eliminar o efeito nocivo de substâncias, energias e microrganismos patógenos presentes em um ambiente produtivo.

Ou seja, a higiene ocupacional exerce o papel de combater as doenças ocupacionais que, de forma geral, têm menos visibilidade que os acidentes de trabalho.

Isso ocorre porque os acidentes de trabalho infelizmente deixam vítimas fatais ou gravemente lesionadas de forma imediata. As patologias ocupacionais, por sua vez, podem levar anos para se manifestar.

 

Tipos de riscos que elevam as patologias ocupacionais

Dentro de qualquer empresa, existem riscos de ordem ocupacional, aos quais os colaboradores estão expostos no local de trabalho. 

Assim, para adotar medidas eficientes de higiene ocupacional, há algumas classificações que definem quais os tipos de risco mais recorrentes no ambiente laboral. Dentre os quais se destacam:

 

Risco físico

Faz referência aos fatores físicos como ruídos, vibrações, pressões excessivas, temperaturas altas ou baixas, radiações ou umidade.

Os riscos físicos são bastante variados, desde dores nas articulações até patologias mais graves, como os cânceres.

 

Risco químico

Ocorre quando o colaborador corre o risco de ser contaminado por gases, vapores, fumos, névoas, neblinas e demais substâncias que podem afetar o organismo por diversas vias (cutânea, respiratória, etc.)

Os efeitos químicos mais preocupantes são aqueles que se manifestam semanas, meses ou até anos após o contato com agentes químicos.

 

Risco biológico

Muito presente em ambientes de trabalho da área da saúde, os riscos biológicos consistem em bactérias, fungos, parasitas, vírus e protozoários que podem entrar em contato com o trabalhador (via aérea, por mucosas e cutâneas), infectando-o.

 

Etapas para aplicar um programa de higiene ocupacional

Como já ressaltado, a higiene ocupacional engloba um programa que visa prevenir, reconhecer, avaliar e controlar os diferentes riscos ocupacionais que podem ocorrer em uma empresa. 

Assim, para aplicar um programa de higiene ocupacional eficiente, é preciso considerar quatro etapas:

 

1. Prevenção do risco

A primeira etapa é centrada na avaliação de riscos potenciais e na análise laboral do ambiente. Com isso, é possível estabelecer medidas preventivas antes que algum processo industrial seja implementado ou modificado.

 

2. Reconhecimento do risco

Na etapa seguinte, inicia-se a avaliação e identificação dos riscos qualitativos que podem representar perigos à saúde. 

Para isso, é realizado um estudo sobre:

  • Matérias-primas;
  • Mercadorias;
  • Métodos e procedimentos de rotina;
  • Instalações e processos produtivos.

Assim, conclui-se como eles podem ocasionar riscos físicos, químicos e biológicos.

 

3. Avaliação de risco

Essa etapa é responsável por iniciar a avaliação quantitativa de todos os riscos. Para isso, é preciso considerar os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15

Basicamente, essa norma dita que é preciso haver concentração ou intensidade mínima, ou máxima para haver relação com a natureza e o tempo de exposição ao agente. 

Com isso, o colaborador não sofrerá nenhum dano a saúde no decorrer das atividades.

 

4. Controle de risco

Essa etapa minimiza ou elimina os riscos antecipados, reconhecidos e avaliados nas etapas anteriores.

Ou seja, é onde serão adotadas medidas e ações preventivas para melhor eficiência no controle dos riscos percebidos.

Dessa forma, a eficiência do programa de higiene ocupacional depende de todas as etapas mencionadas.

Continue acompanhando o blog da Brasmo e saiba mais sobre equipamentos de proteção para garantir a higiene ocupacional aos colaboradores.

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